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Agronegócio

El Niño: pesquisador de Mato Grosso do Sul alerta para proliferação de pragas nas lavouras

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O pesquisador Germison Tomquelski, de Mato Grosso do Sul, fez um alerta para os produtores, na safra 2023-24: a prevalência do fenômeno El Niño, com temperaturas elevadas, torna propícia a proliferação de pragas de alta complexidade, como a cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis).

A cigarrinha-do-milho é particularmente problemática devido ao seu papel como vetor de doenças que afetam a cultura do milho, incluindo fitoplasma, espiroplasma-molicutes e duas viroses, o raiado fino e o mosaico estriado.

Quando não controlada, essa praga pode causar perdas significativas nas lavouras, estimadas entre 30% e 90%. Tomquelski destaca que em áreas de pesquisa, já foram observadas perdas de até 100%, e em safras anteriores, produtores tiveram que lidar com quebras de produção substanciais.

Ele enfatiza que o controle da cigarrinha-do-milho se tornou mais desafiador devido à introdução de tecnologias como o milho RR, Bt e Viptera, que contribuíram para o controle de outras pragas, como a Spodoptera, que era a principal praga do milho por muito tempo.

Além disso, a manutenção de “pontes verdes” durante todo o ano em algumas regiões, onde a cultura permanece nos campos como plantas de milho “tigueiras” ou culturas sucessivas, facilita a reprodução da praga e a rápida transmissão de doenças.

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Tomquelski observa que nos últimos anos, a genética das variedades de milho no Brasil priorizou a produtividade, com materiais menos resistentes a doenças, tornando as lavouras mais vulneráveis. Ele também destaca que o aumento do uso de pivôs e a produção de milho-semente e plantio fora de época contribuíram para agravar a situação.

Diante das previsões de aumento da pressão da cigarrinha-do-milho na safra atual, Tomquelski aconselha os produtores a adotarem estratégias de manejo, incluindo a eliminação de plantas tigueiras e monitoramento regular das lavouras.

Ele destaca que a capacidade de postura de ovos da cigarrinha é alta, o que pode resultar em até um milhão de cigarrinhas nas próximas gerações. Ele recomenda o uso de inseticidas “adulticidas” eficazes nas primeiras aplicações, visando as cigarrinhas adultas.

Além disso, enfatiza a importância do manejo biológico e do controle das ninfas da praga, que recentemente se tornaram alvos prioritários nos tratamentos. Tomquelski alerta que a cigarrinha-do-milho é uma praga de alto poder destrutivo, que pode causar perdas substanciais na produção, prejudicando o desenvolvimento da cultura e o tamanho dos grãos. Portanto, é fundamental adotar medidas eficazes para seu controle.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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