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Cacau ganha destaque no Festival do Chocolate, uma celebração da cultura e do agronegócio

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O Festival do Chocolate, que ocorrerá na Arena Pantanal nos dias 16, 17 e 18 de agosto de 2024, será um evento repleto de atrações culturais e gastronômicas. Este ano, a celebração ganhará um destaque especial: a apresentação de todo o processo de fabricação do chocolate, desde a colheita do cacau até a degustação do produto final.

Essa iniciativa é fruto da articulação da Comissão de Agronegócios da BPW (Business and Professional Women) Cuiabá, que tem desempenhado um papel crucial na promoção do empreendedorismo feminino no setor do agronegócio.

A organizadora do evento, Zilda Castanho, destaca que a parceria estabelecida entre a BPW Cuiabá, a Famato Mulher e o Senar-MT, irá proporcionar aos visitantes do festival conhecer de perto a cultura do cacau e o processo de produção do chocolate.

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“Estou muito feliz com esta parceria que é de grande importância esta apresentação do cacau que temos em Mato Grosso para os empreendedores do festival”, frisou Zilda.

A presença do Senar no festival não só irá demonstrar o processo de fabricação do chocolate, mas também destacar o trabalho da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em cacauicultura, um programa que oferece atendimento gratuito a propriedades rurais que cultivam cacau em Mato Grosso. Atualmente, 28 produtores são beneficiados por esse programa, concentrados principalmente na região de Colniza, o maior produtor de cacau do estado.

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Para Juliana, Supervisora de Assistência Técnica e Gerencial em Cacauicultura do Senar, a chegada no festival, será uma oportunidade para alavancar o trabalho de divulgação de cacauicultura, “me surpreendi com o Festival e a gente abraçou com muito carinho, porque já temos produtores que produzem o cacau e a gente vê isso como uma fonte futura de venda para esses próprios expositores que já trabalham com produtos à base de chocolate. Então será um pontapé inicial, para toda essa expansão, para a expansão mesmo da produção de cacau aqui no Estado de Mato Grosso, porque temos potencial para crescer”, destacou.

Para Rubia Ranzani – Presidente da BPW Cuiabá, o festival permitirá atrair novos públicos, especialmente jovens empreendedoras e mulheres interessadas em liderança e desenvolvimento profissional, “estamos muito entusiasmadas com a nossa participação no festival 2024”. Este evento é uma oportunidade fantástica para promover o empreendedorismo feminino e destacar o papel das mulheres no mundo dos negócios’, destacou.

No centro do evento, o cacau se destaca como matéria-prima essencial para a produção de chocolate, tem ganhado cada vez mais espaço em Mato Grosso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 12 municípios no estado cultivam cacau, com uma produção total de 471 toneladas em uma área de 724 hectares, conforme o último levantamento de 2022. Contudo, a estimativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) é que esse número seja ainda maior atualmente. O município de Colniza lidera a produção, seguido por Cotriguaçu, Aripuanã, e outros.

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Além das demonstrações e degustações de chocolate, o festival também trará a cultura do cacau e do café da comunidade rural Sol Nascente, de Alta Floresta, MT. Outra novidade será o lançamento do primeiro Leilão de Gado de Corte Mulher BPW Cuiabá, uma iniciativa que reforça o papel das mulheres na pecuária e no agronegócio.

Cleide Moreno, da Comissão de Agronegócios da BPW Cuiabá ,disse que Festival do Chocolate vai ser apresentado na Confam , em Salvador, destacando-se com o uso de um vestido pelas associadas, com uma flor artesanal feita de caixeta de algodão, que simboliza a riqueza e a força do agronegócio em Cuiabá e no estado de Mato Grosso”, destacou.

“O Festival do Chocolate deste ano não será apenas uma celebração dos prazeres do paladar, mas também um importante marco para o agronegócio feminino e a valorização da cultura do cacau em Mato Grosso”, finaliza Zilda.

SERVIÇO
Datas: 16, 17 e 18 de agosto
Horário: 16h às 23h
Entrada: FRANCA
Estacionamento: R$ 20
Local: Arena Pantanal de Mato Grosso
Fone : 65984129090

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Agronegócio

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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